03 outubro 2007

Me deixe

Deixei o tempo passar e me amarrei em mim mesma
Deixei de realizar meus planos, por covardia me anulei.
De tanto insistir e não entrar, minha sorte bateu em outro lugar.
Passei por momentos que eu não soube viver.
Estou presa a lembranças que me entristecem, que não me deixam seguir em frente.
Quando elas vão sumir? Elas vão sumir?Terei coragem de jogar elas na lixeira da minha mente?
Estou com uma dor que dilacera meu peito
A manhã se arrasta para tarde e essa para a noite, e está é longa...
O único alívio e deixar minhas lágrimas caírem incessantemente
Meu corpo sente e não tenho vontade pra me levantar e sair desse quarto escuro
Que aos poucos se torna vazio e sombrio
Meus pensamentos procuram ficar num passado, onde há alívio, mais até ele me trai, e me pego pensando nos fantasmas que me assombram sem parar!
Oh dor!
Castiga meu corpo e minha alma que está cansada dos desencantos
Minha alma está morta, fria e seca...
Ela quer um bálsamo para descansar, mais o alívio demora.
Vai embora maldita dor, não te admito mais aqui dentro,
Por clemência te peço, deixe em paz essa alma que jaz
Quero novamente a alegria invadindo meu coração
Ser dona do meu destino, da razão
Parar de chorar prantos eternos, sem solução
Pode ir, partir, sumir...
Não precisa deixar recado, não sentirei sua falta.
Não lembrarei de ti com honra
Quero ter amnésia se acaso eu tentar lembrar de ti
Quem te chamou aqui? Você devia ser como vampiros que só entram onde são chamados.
Vá embora e não olhe pra trás!
Só te peço uma coisa: vá logo, pois para morrer só falta o funeral,
Me deixe, isso é uma ordem, antes que seja tarde demais...

Elaine Gonçalves